quinta-feira, 31 de janeiro de 2013

O Inconsciente

É muito curioso como as vezes, o Inconsciente pareçe bater na porta. Quando não vem pessoalmente, em formas de sonhos e intuições, se materializa pela voz de outra pessoa. Me deparei com uma frase de uma Arteterapeuta, que trouxe a existência e a vitalidade dessa instância.

"Dei pra discordar de mim. No começo fiquei assustada, mas depois aprendi a ouvir o que tenho a me dizer que ainda não sei." (Tânia Contreiras - Arteterapeuta)

Compartilho com a artista essa forma de escuta que se coloca e, as vezes, se impõe sem muita coerência, aviso e pertinência. Sinto o Inconsciente como autor de todas as minhas obras, incluindo minha vivência e processo de individuação.



domingo, 20 de janeiro de 2013

Melancolia

Tem dias estranhos onde sinto uma necessidade grande de silêncio. Algo em mim parece me dizer para calar e escutar.
Será o sonho que me revolveu a noite? A inundação reapareceu com muita água escura e barrenta. Em outro momento crianças, grama verde e bola largada com displicência.
Imagens potentes, sonho simbólico....
Me vejo esvaziada, mas com uma sensação de potência, de algo prestes a vir à tona, mas o que vem é tristeza.... lágrimas....
A água traz a lembrança de outros sonhos, outras águas, outras inundações...
Sensação de morte....


Biiu-rá - Contas de sonhos

Relato completo do sonho na página Sonhos

sexta-feira, 18 de janeiro de 2013

Mudanças e Atualizações

Apesar do avançado da data, só agora consigo fazer algumas mudanças que não tinha encontrado espaço e nem inspiração para fazer. Hoje as mudanças foram se sugerindo e estão sendo colocadas. Não sei se a princípio ficará confuso, mas talvez seja neste estado em que me encontro agora, então talvez faça sentido.

Bienal de Arte - 2012

Cartaz de divulgação da Trigésima Bienal de Arte de São Paulo - 2012
Dia 16 de novembro de 2012 - Visita à Bienal

"Espaço amplo, aberto
céu cinza, leve brisa
que não afeta o meu caminhar,
apenas me tráz a presença suave
do vento como companhia."

Na entrada do Pavilhão destinado as escolas encontrei essas perguntas em grandes painéis que eram trabalhadas com os grupos escolares:

1- Como medir a distância que te separa do que você diz?
2- O que acontece cada vez que você festeja?
3- Uma coisa significa outra coisa quando muda de lugar?
4- Quando não há nada, o que vemos?
5- O que acontece cada vez que você consente?

 Mais Bienal na página Criação e Arte

Grupo Corpo - Benguelê


Cena do espetáculo Benguelê do Grupo Corpo - 1998

Mais na página Imagens e Devaneios

domingo, 6 de janeiro de 2013

Reestréia de "senha de acesso"

Embora atrasada vale a retrospectiva de alguns momentos de reestréia de senha.




Reunião faltando uma semana:



Fábio Honório e Mônica da Costa

Aluisio Flores e André Bern




Fábio Honório e Mônica da Costa




Fábio Honório, Mônica da Costa e André Bern


Aluisio Flores, André Bern, Adriana Barcellos, Mônica da Costa e Fábio Honório.

Abaixo o e-mail de divulgação escrito por andré Bern:
 
Querid@s,

“Senha de Acesso” volta em cartaz e vamos adorar contar com a presença de vocês!

Criado colaborativamente com os artistas Aluisio Flores, Fábio Honório e Monica da Costa, “senha de acesso” volta em cartaz neste final de semana (11, 12 e 13/jan / sexta e sábado, às 20h; e domingo, às 19h) no Teatro Cacilda Becker (RJ). As três apresentações fazem parte da programação do projeto de ocupação do teatro, “Dança de todas as tribos / Tribos de todas as danças”.

O espetáculo partiu de uma pesquisa sobre as relações entre corpo, memória e dança (contemplada com o edital de Apoio à Pesquisa e Criação Artística em Dança (2010, SEC-RJ)); conta com direção e coreografia minhas, além da orientação de pesquisa da querida Esther Weitzman, e iluminação de Ananda Felippe. Às voltas com lembranças de outras danças, recordações de lugares visitados, espetáculos assistidos e experiências vividas, “senha de acesso” é um emaranhado de performances, intrinsecamente conectadas com memórias de seus intérpretes, que reinventam suas biografias e as compartilham com o público de maneira cada vez mais generosa. Nesta breve temporada contamos com a participação de Adriana Barcellos, que passa a “integrar o nosso time”; e com os fundamentais apoios do Studio Casa de Pedra (que abriga nossos ensaios) e do Conexão Fitness & Health Pilates (que nos dá aquela força na preparação física).

Para quem ficar a fim de conferir, os ingressos custam R$20 (inteira) e R$10 (meia), e podem ser adquiridos na bilheteria do próprio teatro. O Teatro Cacilda Becker fica na Rua do Catete, 338 – Largo do Machado – Rio de Janeiro.
A gente se vê no teatro!

Beijo,
André.




quinta-feira, 3 de janeiro de 2013

Sonhos



A Lifetime Photograpy -  Mila Kucher


"Os sonhos fornecem informações extremamente interessantes a quem se empenhar em compreender o seu simbolismo. O resultado, é verdade, pouco tem a ver com preocupações mundanas como comprar e vender. Mas o sentido da vida não é explicado pelos negócios que se fez, assim como os desejos profundos do coração não são satisfeitos por uma conta bancária."

C.G.Jung

Desde que entrei em contato com Jung e a Psicologia Analítica, os sonhos, que já eram intensos e frequentes em minhas noites, passaram a ocupar momentos dos meus dias também. Segundo Jung, os sonhos tem uma importância simbólica, as vezes se antecipando aos acontecimentos. Nunca me preocupei muito com a predição e sim com os símbolos que surgiam, e no que eles me provocavam de sensações, reflexões e criações; sinalizando o movimento e o percurso da minha psique, que gosto de pensar como "o meu eu".

As vezes, os sonhos me deixam por um tempo sossegada e sem avisar retomam a linguagem silenciosa que me revolve. No período da pesquisa no Mestrado onde idealizei e construi um processo coreográfico baseado nos sonhos que aconteciam simultaneamente a pesquisa, vivi uma torrente de imagens que foram assumindo formas e se transformando em movimento. Depois da pesquisa não fui capaz de abandonar meus sonhos e sempre que eles retornam, sinto-me movida por essa força tão potente que é o inconsciente, movedor deste blog.

Essa postagem tem a ver com esse retorno, o sonho que reapareceu, e com ele uma figura que faz parte de mim, eu o chamo "O homem de preto".

"[...] Não sei onde isso começa, pois tenho a sensação de uma história que aconteceu e se perdeu. A única parte que lembro, é a de que eu estou na casa dos meus pais em Petrópolis, sózinha. É verão ao entardecer, o sol já se pôs e a tarde é clara com um céu azul muito pálido. A casa é grande com muitas janelas e portas de vidro, o que traz uma sensação de transparência muito grande, está tudo aberto por que faz calor. Uma encomenda vai ser entregue e eu tenho que recebê-la, no entanto, quando a encomenda chega, eu sinto um medo muito grande, corro e tranco uma das portas abertas. Através da vidraça vejo parte das pernas de um homem (o entregador) que usa calças listradas (azul e branca). Só vejo parte por que ele é um gigante o que me dá mais medo ainda, e a roupa que usa é de alguma instituição de internação, não sei se hospital, ou prisão. Tento me esconder na sala de estar atrás de algumas caixas, onde me abaixo e fico quieta segurando a respiração. Pelo vidro aberto da porta, um outro homem estica o pescoço e parece me ver. Ele também veste a mesma roupa listrada, só não é gigante e no quintal tem mais quatro homens. Sinto um desespero muito grande de ser descoberta e de repente parece que eu uso também a mesma roupa. Acordo assustada." (01/01/2013)
Nesse sonho, identifico "O homem de preto" como o homem que estica o pescoço para me ver, como se presentisse minha presença, e pudesse me ameaçar.

Fonte da imagem: http://highlike.org

Data de Acesso: 03/01/2013