quarta-feira, 13 de abril de 2016

Arte em folhas


Nascido em Cáceres, na Espanha, Lorenzo Manuel Durán é um artista autodidata que desenvolveu uma técnica de expressão inovadora: cortar folhas. Segundo o próprio artista diz em seu site, a ideia foi juntar suas duas grandes paixões, a arte e a natureza. Sua técnica é semelhante à usada por artistas de stencil, que cortam imagens vazadas para grafitar paredes ou telar camisetas, por exemplo. Durán inovou ao produzir obras de arte com uma matéria prima super frágil e natural, uma folha.

 Lorenzo Durán iniciou sua trajetória como artista tardiamente, aos 36 anos. A princípio produziu trabalhos em óleo sobre tela, passando a buscar novas formas de expressão estética. Durán conta que sua inspiração para trabalhar com folhas partiu da observação de uma lagarta, dos recortes deixados por elas nas folhas que vão comendo. Como não havia nenhuma referência de como se cortar folhas, um material tão frágil, facilmente destrutível, Lorenzo foi, aos poucos, desenvolvendo sua própria técnica, na base da tentativa e erro. Interessante é que o artista faz questão de explicitar qual a espécie de planta forneceu a folha de cada trabalho seu.



Lorenzo diz: Acredito que cada objeto da natureza ou ser vivo tem impresso em sua forma a arte, em sua mais pura essência. As cores de uma borboleta, o cristal em estado bruto, a majestosa árvore… São formas de arte que nos deleitam os sentidos, e para mim são um bom meio de criatividade, a natureza.”

Declaração do artista por ele mesmo:

"Inspirado por una oruga decidí cortar hojas de plantas del mismo modo en que otros artistas lo hacen con el papel, esa idea cautivó toda mi mente porque me pareció una magnífica oportunidad para combinar dos de mis verdaderas pasiones: el arte y la naturaleza. Mis diseños figurativos o geométricos salen principalmente de mi innata observación de la naturaleza y de la metamorfosis personal por la que he pasado en los últimos años.

El utilizar un medio natural como es la hoja me hizo entender que tal vez estaba frente a la oportunidad de reflejar mi respeto al medio ambiente. En lo personal, mi vida siempre ha estado ligada de una forma u otra a la naturaleza. Mi fascinación por los animales y las plantas desarrolló en mí la curiosidad hacia ellos, viéndolos como una parte imprescindible de nuestra vida. Por otro lado mi afición a las montañas me hizo comprender lo insignificantes e importantes que somos a la vez en este gran juego de la vida. Para mí una planta es un complejo mecanismo de síntesis de energía, y una simple hoja oculta misterios que sólo el tiempo desvelará.

Y ya pensando en la importancia de los ecosistemas, donde el árbol es sobre lo que gira una gran cantidad de especies y al que por lo tanto hay que cuidar, me ha venido a la mente la siguiente frase que procuro no perder de vista:

“El entorno es una de las partes esenciales de un ser vivo”. (Jorge Wagensberg)"

(Fonte: site do artista)

Peter Pan - 2014






Para conhecer mais sobre o trabalho desse artista, visite seu website


Referências
http://semema.com/arte-em-folhas-de-lorenzo-duran/
http://www.labcriativo.com.br/lorenzo-duran-e-sua-arte-nas-folhas/

quinta-feira, 27 de agosto de 2015

Fauno em obras

Entre as muitas imagens e obras de arte que tem o Fauno como tema, a escultura de James Pradier, Satyre et Bacchante, de 1834 transborda sensualidade, agressividade e poder, apenas uma de suas facetas.


James Pradier nasceu em Genève no fim do século XVIII, mas foi em Paris que iniciou sua carreira artística, suas exposições e prêmios: ganhou um prêmio em um salão de artes, que lhe rendeu 4 anos de estudos em Roma. Estudou com Jean-Auguste-Dominique Ingres e conviveu com os poetas Victor Hugo, Théophile Gautier e Gustave Flaubert. Pradier tinha um estilo neoclássico e ao contrário dos escultores da época, acompanhava a finalização de seus trabalhos.
A inauguração da obra Satyre et Bacchante, causou um escândalo no salão, e uma recusa de compra do governo oficial.
A obra encontra-se no Museu do Louvre em Paris.







 Fonte:
 http://www.jamespradier.com/index.php
 http://www.louvre.fr/oeuvre-notices/satyre-et-bacchante

quarta-feira, 19 de agosto de 2015

Alimentos para a Vida


Existem alimentos, que não só nutrem o corpo, mas nutrem a alma.
Falo da poesia que encontramos nos dias e nas noites, nos olhos e no mar, no voo e na queda ......, que não precisa ser bela, para ser verbalizada, mas percebida pelo corpo e pelo coração.
Falo do céu e do sol, da música do vento e do ritmo da chuva.
Falo de uma compreensão de mundo possível, e não apenas existente; de um aprofundamento nas raízes, em busca do essencial e da essência.
Falo do visível e do invisível, que se mesclam na luz e nas sombras, na profundidade do silêncio.
Falo da necessidade do desmembramento e da coragem, para que esse alimento chegue onde é preciso e com o sabor das mudanças necessárias.
Falo do sentimento de pertencimento ao presente, ao passado e ao futuro.
Falo das presenças calorosas e das doces lembranças. Falo do gosto amargo dos enganos que se amenizam com o tempo.
Falo de uma forma de ver e sentir que beira uma entrega de penhasco. Falo de aprender , reaprender, ver, rever, sentir, ressentir, aprender de novo, reaprender de novo, viver, reviver e não se cansar de sentir a pulsação de um coração acelerado.
Acho que sobretudo, falo de VIDA.